No
último domingo, após o apito do árbitro decretar o empate por 1x1, em jogo
válido pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro, Lucas se dirigiu até uma
menina de 13 anos que gritara o seu nome o jogo inteiro e lançou sua camisa.
Torcedores do Coxa que já rumavam para fora do estádio voltaram e tentaram
agredir a menina e seu pai, que a acompanhava. Uma cena lamentável, mas que
levanta diversas questões em torno do acontecido.
Visto
que a menina estava acompanhando a partida no setor reservado para a torcida do
time da capital paranaense e gritara o nome do seu ídolo, mas que joga no time
adversário, é justificável a reação destes torcedores? Ela talvez tenha tido
uma atitude inocente, mas seu pai poderia ter evitado tudo isso se contivesse a
pequena, correto? Lucas, conhecendo o futebol e os torcedores apaixonados que
frequentam os estádios em cada canto do país, poderia ter tomado uma atitude
diferente? É bem provável que se tivesse acontecido em qualquer outro estádio,
com qualquer outro time, a atitude dos fiéis torcedores seria a mesma, não é?
Mas
analisemos o outro lado da situação, nosso país esta prestes a sediar uma Copa
do Mundo, onde não há divisão de torcidas, visto que as pessoas que frequentam
uma partida estão buscando assistir há um espetáculo do mundo esportivo e,
também, apoiar seu país. Sempre nos perguntamos se o país está preparado para receber
este evento, mas e as pessoas, estão preparadas? E não são apenas dos profissionais
que irão trabalhar durante a Copa que estamos falando, mas sim dos torcedores e
cidadãos comuns, que irão “recepcionar em sua casa” várias pessoas de etnias e
culturas diferentes.
É
esperar para ver, e torcer para que a paz e a alegria reinem nos estádios, não
só do Brasil, mas do mundo inteiro.
Miguel Rezende





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