terça-feira, 2 de outubro de 2012

No meio da parede tinha um quadro

Por Ana Evelyn de Almeida

 

No meio da parede tinha um quadro
tinha um quadro do John Lennon
tinha um quadro
no meio da parede tinha um quadro do Charles Chaplin.

 Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio da parede

tinha um quadro do John Lennon
tinha um quadro
no meio da parede tinha um quadro do Charles Chaplin.
 
Honras ao grande Carlos Drummond de Andrade.

Repertório: do dicionário Título de certas coleções ou Conjunto de conhecimentos.

Cada um tem o seu, ainda bem, depende da vida que cada um leva e o que leva dessa vida, ou seja, sua bagagem, que para alguns pode ser bobagem, mas como eu disse: ainda bem que cada um tem o seu.

 O meu repertório começou muito cedo, tinha aproximadamente cinco anos, são memórias bem antigas estas, e na parede da casa em que eu morava tinham alguns quadros, que jamais esqueço: John Lennon e Charles Chaplin. Eram de meu pai. Daí o gosto por música boa e paixão pelo cinema. De minha mãe herdei o gosto pela leitura, e mais tarde escrita, graças aos gibis da Turma da Mônica que ela sempre me incentivava a ler. Já a fotografia é um misto de curiosidade e apego aos momentos, coleção de álbuns antigos de família e aqueles pequenos chaveiros com imagens dentro, mágicos e intrigantes. E assim comecei juntar minha bagagem, mas como ainda estou caminhando, vou juntando muita coisa por onde passo, e sobre estas coisas escrevo aqui.

 

0 comentários:

Postar um comentário