terça-feira, 2 de outubro de 2012

Outubro Rosa incentiva cuidados com a saúde da mulher


Foi lançada na manhã de 1º de Outubro a campanha Outubro Rosa em Curitiba. Uma confraternização com aproximadamente 50 entidades publicas e privadas e grupos de representantes das mulheres participaram da abertura oficial da ação em um evento na Rua XV de Novembro em frente à Associação Comercial do Paraná. O principal objetivo da ação é despertar a atenção das mulheres para a prevenção contra o câncer de mama, que atualmente é a doença que mais mata mulheres no Brasil.

Segundo  o "World Breast Cancer Report 2012", a ocorrência do câncer de mama tem subido 3,1% ao ano. De acordo com a previsão do relatório iram surgir aproximadamente 1,66 milhão de casos no mundo no próximo ano. As ações do Outubro Rosa começaram na década de 1990 nos Estados Unidos e se expandiram pelo mundo. Atualmente empresas e entidades do mundo todo se unem para lembrar-se da importância da prevenção contra a doença.

Em Curitiba, o publico se vestiu com as cores da campanha para chamar a atenção para a campanha. O Secretário do Estadual da Saúde Rene José Moreira dos Santos falou da importância da campanha. “Temos que lembrar e incentivar que nossas mulheres façam os exames periódicos e previnam-se contra essa doença. O diagnóstico precoce é de extrema importância para um bom tratamento e a reversão da doença”, comentou o secretário.

A secretária de Saúde em exercício do município de Curitiba, Ana Paula Penteado lembrou que “as mulheres que sempre cuidam de todos a sua volta, muitas vezes são o pilar das nossas famílias acabam esquecendo-se de cuidar da própria saúde, por isso precisamos incentivar que elas façam seus exames e previnam-se contra essas doenças”, falou Ana Paula.
Durante todo o mês serão realizadas ações, com a divulgação das ações para prevenir e combater a doença. A cor rosa estará presente em diversos pontos turísticos e empresas da cidade também para marcar a data

Atitudes de fãs e torcedores

O jogo diante do Coritiba diante do São Paulo já havia acabado no Couto Pereira, quando um gesto de carinho do ídolo Lucas com uma fã provocou uma reação espantosa nas arquibancadas.
No último domingo, após o apito do árbitro decretar o empate por 1x1, em jogo válido pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro, Lucas se dirigiu até uma menina de 13 anos que gritara o seu nome o jogo inteiro e lançou sua camisa. Torcedores do Coxa que já rumavam para fora do estádio voltaram e tentaram agredir a menina e seu pai, que a acompanhava. Uma cena lamentável, mas que levanta diversas questões em torno do acontecido.
Visto que a menina estava acompanhando a partida no setor reservado para a torcida do time da capital paranaense e gritara o nome do seu ídolo, mas que joga no time adversário, é justificável a reação destes torcedores? Ela talvez tenha tido uma atitude inocente, mas seu pai poderia ter evitado tudo isso se contivesse a pequena, correto? Lucas, conhecendo o futebol e os torcedores apaixonados que frequentam os estádios em cada canto do país, poderia ter tomado uma atitude diferente? É bem provável que se tivesse acontecido em qualquer outro estádio, com qualquer outro time, a atitude dos fiéis torcedores seria a mesma, não é?
Mas analisemos o outro lado da situação, nosso país esta prestes a sediar uma Copa do Mundo, onde não há divisão de torcidas, visto que as pessoas que frequentam uma partida estão buscando assistir há um espetáculo do mundo esportivo e, também, apoiar seu país. Sempre nos perguntamos se o país está preparado para receber este evento, mas e as pessoas, estão preparadas? E não são apenas dos profissionais que irão trabalhar durante a Copa que estamos falando, mas sim dos torcedores e cidadãos comuns, que irão “recepcionar em sua casa” várias pessoas de etnias e culturas diferentes.
É esperar para ver, e torcer para que a paz e a alegria reinem nos estádios, não só do Brasil, mas do mundo inteiro.

Miguel Rezende

ATITUDE SUSTENTÁVEL: VOCÊ TEM?

Cada vez mais os ambientalistas se preocupam com o futuro do planeta e das gerações, e temas como aquecimento global, efeito estufa e consumismo são os responsáveis por tirar o sono deles. A sustentabilidade trata-se de um tema que começou a ter repercussão há pouco tempo, mas que ainda não tem o valor e a atenção que merece. De uma forma geral, o termo significa: uma série de ações e atividades humanas que visam suprir as necessidades atuais dos seres humanos, sem comprometer o futuro das próximas gerações. 
Atitudes como ir de bicicleta (ou a pé) a locais próximos, dar ou pegar carona, não jogar lixo no chão, dar prioridade a produtos que sejam recicláveis, e principalmente controlar o consumismo fazem sim a diferença para o futuro do planeta. 
Ediney Soares, 24 anos, estudante de Educação Física, afirma que ele e sua família realizam algumas atitudes em seu dia a dia que fazem a diferença na hora de ajudar o meio ambiente. “Sempre penso em como estará o planeta quando eu tiver filhos, e se cada um pensasse dessa forma talvez as coisas fossem diferentes, pois se preocupariam mais com o que estão fazendo nos dias de hoje”. Ele conta que sempre pega carona quando vai pra faculdade, separa o lixo reciclável do comum, compra produtos que economizam energia (com o selo A), etc. “Muitas pessoas não fazem nada pelo simples fato de pensarem que não estão ajudando, mas se cada um fizer a sua parte, teremos um mundo melhor. Basta acreditar e fazer a diferença, pois são atitudes simples que estão ao alcance de todos nós”, finaliza. 
A principal atitude que deve estar presente entre todas as pessoas é a disciplina, pois se ela estiver presente em temas como meio ambiente, estará também em sua vida, você fará a diferença no mundo em que vive. Porque não começar agora? Vale a pena tentar!
Como você pode contribuir para um mundo mais sustentável:
Compre com moderação - Pense duas vezes antes de comprar um produto. Você realmente precisa dele? Consumir menos é a atitude individual mais importante que você pode tomar para diminuir as emissões de gases causadores do efeito estufa.
Dedique-se a ações comunitárias - Não se deixe influenciar pelos anúncios publicitários. Para tirar da cabeça a ideia de fazer compras, você pode, por exemplo, passar mais tempo com a família e dedicar-se a atividades comunitárias.
Escolha bem os produtos - Já que vai comprar, dê preferência a produtos sustentáveis, como os eletrodomésticos que consomem menos energia. Evite o uso de sacolas plásticas e colabore para aumentar a reciclagem de embalagens.
Selecione o fabricante - Consuma produtos éticos, fabricados por empresas reconhecidas por adotar boas práticas no seu relacionamento com os parceiros de negócios, aí incluídos os clientes, os funcionários e os fornecedores.
Use o transporte coletivo e caminhe - Evite o transporte individual e utilize mais o transporte público. Se tiver de usar o carro para locomover-se no dia-a-dia, procure compartilhar a viagem com outras pessoas que fazem o mesmo roteiro. Caminhe mais, pois também estará contribuindo para a sua saúde.
Fonte: Revista Super Interessante

Mariana Azevedo

Os sinais da mentira

A mentira tornou-se uma atitude comum e presente em diversas situações no mundo e nas relações de hoje em dia. Algumas pessoas se acostumam tanto com o ato de mentir, que muitas vezes mentem mesmo sem motivo ou razão para isso, fazem pelo simples fato de estarem acostumadas. É aí que começam os problemas, pois pode-se tornar uma doença psicológica. Quem mente por hábito, faz da mentira a resposta padrão a qualquer pergunta. Para ele, falar a verdade pressupõe algum tipo de desconforto. Enquanto a boca mente com a maior desenvoltura, a mente se perde entre o que conhece como verdade e o que está sendo afirmado mentirosamente como verdade.
Durante esse pequeno curto-circuito, ocorrem mudanças fisiológicas comuns a todo e qualquer mentiroso: a respiração se interrompe por um segundo e depois volta num ritmo acelerado; o coração também passa a bater rápido e a transpiração aumenta. Como nada disso pode ser percebido diretamente, existe o poligrafo, ou detector de mentira, um aparelho que em contato com o peito, o pescoço e as pontas dos dedos registra em gráficos aquelas manifestações fisiológicas. O mentiroso, por melhor que seja, tende a apresentar determinadas atitudes que acabam por denunciá-lo. Se você conhece alguém que toma este tipo de atitude (ao invés de simplesmente contar a verdade – por pior que seja), saiba como identificá-los, pois podem estar em qualquer lugar. Aí vão algumas dicas:
• Desviar os olhos quando perguntado sobre assuntos delicados

• Piscar os olhos com maior freqüência

• Piscar rapidamente quando a conversa declina para um tópico comprometedor

• Inclinar-se para trás

• Responder "não" e balançar a cabeça afirmativamente, mesmo que de leve

• Respirar em pequenas e rápidas golfadas e entremeá-las com suspiros longos e profundos

• Evitar apontar o dedo ou enfatizar as palavras com movimentos amplos dos braços

• Falar com a mão ou alguns dedos na frente dos lábios.

• Ao narrar uma história, fazer "pontes de textos", que consistem em acelerações artificiais da sequência dos fatos

• Pedir que o interlocutor repita a pergunta, com intuito de ganhar mais tempo na elaboração de uma resposta

• Não falar mal de si, mesmo em assuntos que não tem nada a ver com a mentira
Fonte: Guia dos Curiosos e Revista Super Interessante

Mariana Azevedo

Eleições Ficha Limpa


A Lei da Ficha Limpa rege sua primeira eleição e foram mais de 1300 pedidos de impugnação a candidaturas de prefeitos, vice-prefeitos e vereadores em todo o Brasil. Originada de um projeto de lei de iniciativa popular, que reuniu cerca de 1,3 milhões de assinaturas, a Lei Complementar nº. 135/2010 torna inelegível por oito anos um candidato que tiver o mandato cassado, renunciar para evitar a cassação ou for condenado por decisão de órgão colegiado, mesmo que ainda exista a possibilidade de recursos.
Mas “nem tudo está como deveria” é o que afirma o eleitor de Curitiba, Gilberto Pinto Kondlatsch, de 21 anos. Para ele, ainda há muitos políticos corruptos e que já se beneficiaram com verba pública concorrendo a cargos nesta eleição e ainda acredita que para a Lei funcionar, os julgamentos precisam demorar menos.
“A burocracia é muito grande no Brasil, vemos casos se arrastarem por anos a fio sem ninguém pagar por nada e com certeza nestas eleições ainda tem alguns candidatos que não deveriam concorrer disputando cargos importantes”, desabafa.
De acordo com o TSE, não será possível julgar todos os processos antes das eleições do próximo domingo. Na verdade, a maioria dos pedidos serão julgados após o pleito, mas mesmo que tenham conquistado a vitória nas urnas a posse no cargo ao qual disputou não é garantida. Se o candidato tiver o registro impugnado pelo TSE, posteriormente, os votos serão considerados nulos e o tribunal analisará caso a caso qual será o procedimento nestas situações. 

Miguel Rezende

Alunos da Faculdade Evangélica do Paraná promovem atividades voluntárias no Dia Sem Carro





A coordenação de extensão da Faculdade Evangélica do Paraná está promovendo e organizando, juntamente com as Secretarias municipais de Curitiba, atividades durante o Dia Sem Carro, movimento que acontecerá no dia 22 de setembro na cidade. A ação é realizada pela Prefeitura municipal de Curitiba e os alunos da Instituição de ensino serão voluntários em diversas atividades programadas para o dia. “A extensão universitária oportuniza com frequência ações dessa natureza para que os acadêmicos possam atuar junto à comunidade e agregar experiência prática do que aprendem na teoria, além de colaborar com iniciativas de parceiros”, conta a coordenadora das ações na Faculdade, Denise Machado.

As atividades dos alunos oferecidas à população serão: exames de glicemia capilar e colesterol, com aferição de pressão arterial, realizados pelos estudantes de Enfermagem; orientações sobre a prática de esporte e acompanhamento do passeio ciclístico pelos alunos de Fisioterapia; dicas sobre meios de transporte alternativos e auxílio na distribuição de mudas de árvores pelos graduandos do curso de Tecnologia em Gestão Ambiental; dentre outras atividades voluntárias.

Denise também destaca que outras ações como esta são feitas pela Instituição. “Alguns exemplos de ações semelhantes são a Ação Global em parceria com o Sesi e Rede Globo, o Dia da Cidadania com a Prefeitura de Curitiba, o Seminário do Programa comunidade Escola com a Secretaria municipal de Educação, o Dia Nacional de Combate ao Tabagismo com a Secretaria municipal de Saúde entre outras parceiros.”

No Dia Sem Carro a Av. Cândido de Abreu estará fechada exclusivamente para lazer, com música ao vivo, teatro de rua, feira de orgânicos, brincadeiras infantis, aulas de ginástica, passeio ciclístico, caminhada e muitas outras atividades recreativas.

Faculdade Evangélica do Paraná: A Instituição iniciou suas atividades em 1969 e desfruta da credibilidade junto à sociedade pela sua contribuição na área da saúde e pela qualidade dos profissionais. Após trinta anos de sua criação, pensou-se em ampliar o número de cursos dentro da área da saúde. Dando continuidade à ampliação de sua estrutura física, em 2004 foi construído um prédio de 1.600 m2 para abrigar as Clínicas Integradas, que oferecem atendimento multiprofissional na área da saúde para a comunidade, possibilitando as atividades práticas de alunos dos diferentes cursos de Graduação e Pós-Graduação.



Proposta de Educação Ambiental


ONG Pense Bicho quer educação ambiental no currículo da rede de ensino de Curitiba

A ONG Pense Bicho, de Curitiba (PR), está propondo que o respeito aos animais seja incluído no currículo das escolas da rede municipal de ensino da capital paranaense. A proposta também é defendida por outras ONGs do setor e será debatida na próxima reunião do Comupa (Conselho Municipal de Proteção Animal), no próximo dia 27, às 17h, na sede da Secretaria Municipal do Meio Ambiente localizada no Passeio Público.
O entendimento da Pense Bicho é que a conscientização de crianças e adolescentes sobre o tema é fundamental para combater o abandono e os maus tratos aos animais, problema que assume grandes proporções em todo o Brasil, inclusive em Curitiba - conhecida como a "Capital Ecológica". Não há estatísticas atuais revelando os números do problema, mas estimativa feita pelo Departamento de Medicina Veterinária da UFPR (Universidade Federal do Paraná) aponta que o número de animais abandonados na capital é de pelo menos 12 mil.
A OMS (Organização Mundial de Saúde) estima que há um animal para cada quatro habitantes no Brasil. Isto significa que em Curitiba, cuja população é de aproximadamente 1,8 milhão de habitantes, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a população de animais domésticos pode chegar a 450 mil. Deste total, 1/3 (aproximadamente 150 mil animais) são semi-domiciliados, o que também causa problemas porque eles podem se reproduzir e causar zoonoses.
"A criança precisa saber desde cedo, tanto na escola quanto em casa, a importância da guarda responsável de animais. Um bicho de estimação não é um brinquedo descartável. Este trabalho é permanente, de longo prazo e essencial para evitar os abusos que se cometem contra os animais", comenta o presidente da Pense Bicho e secretário do Comupa, Aurélio Munhoz. Munhoz entende que o tema é de grande importância não apenas à vida animal, mas também à saúde dos seres humanos. "Os maus tratos aos animais causam problemas graves aos seres humanos. Entre eles, as mordeduras de cães, as zoonoses e até os acidentes de trânsito provocados por atropelamentos de animais. É por esta razão que a conscientização quanto à posse responsável de animais precisa estar atrelada ao ser humano e a uma mudança de valores da sociedade", ressalta.

Sobre a ONG Pense Bicho

A Organização sem fins lucrativos Pense Bicho tem cunho 100% educativo e social que alerta, informa e conscientiza o cidadão urbano em relação a guarda responsável de animais domésticos. Informações: www.pensebicho.org. - Termos e Privacidade Última atividade da conta: 15 horas atrásDetalhesVocê tem 4 novas mensagens.

Fonte:Ong Pense Bicho

Brasileiro escapa de avalanche no Nepal

por Jhonny Castro

No último fim de semana uma grande tragédia abalou o mundo, a avalanche no Monte Manaslu, no Nepal, deixando 11 mortos e dezenas de feridos e desaparecidos.

Hoje, trazemos uma entrevista exclusiva com o homem que escapou dessa e de diversas outras tragédias. Marcos Horte estava deitado tranquilamente em sua cama assistindo ao futebol quando ocorreu a tragédia. “Eu moro no Leblon e por muita sorte mesmo essa avalanche catastrófica não me atingiu!”, exalta Horte.

Mas não é a primeira vez que Horte demonstra ser um homem de muita sorte e sobrevive a um evento cataclísmico como esse. No tsunami de 2005 que atingiu a Indonésia ele estava em férias nos Estados Unidos, e por muita sorte não foi atingido pelas ondas. Outra vez foi quando caiu o avião da Air France no Oceano Atlântico. “Nesse dia eu levei meu cachorro pra passear no parque, quase não escapo dessa vez”.

Horte declara já ter escapado com vida de mais de 20 tragédias desse porte. Mas ele tem um concorrente de peso nessa contagem, o empresário Matias Ananias afirma ter sobrevivido ao naufrágio do Titanic no começo do século. “Foi muita
sorte eu ter sobrevivido a um desastre como aquele, ainda bem que eu não era nascido”, comemora Ananias.

*esse texto apresenta conteúdo fictício
Caos terror destruição

Desde 1988 Curitiba é governada pelo mesmo grupo político


Lucas Molinari

Em 1988 assumia o cargo de prefeito de Curitiba o ex membro da Aliança Renovadora Nacional( ARENA – partido que sustentava o regime militar) e arquiteto, Jaime Lerner. Foi o ano que garantiu 1 mandato na prefeitura e 2 como governador, permanecendo no poder durante 12 anos.
Após sua saída da prefeitura Lerner lançou Rafael Greca como seu sucessor, que permaneceu no executivo de Curitiba durante 4 anos.
Na época ainda não era permitido a reeleição de cargos no executivo no Brasil, sendo altera a lei em 1997 pelo presidente Fernando Henrique Cardoso.
O mesmo grupo de apoio de Lerner lança então Taniguchi na época pelo PFL, hoje no DEM, como candidato. Mais uma vez o lernismo venceu e o cândidato à prefeitura conquistou as eleições permanecendo por oito anos. Mas em 2000 para reeleição, o atual prefeito chama Beto Richa para ser o vice na candidatura vencendo Ângelo Vanhoni com 3% de diferenças dos votos.
Nas eleições de 2004  a gestão de Taniguchi não estava com alta popularidade, na época Beto Richa disse ser um cândidato de oposição por divergência ideológicas e que era impossível uma reconciliação com o ex prefeito de Curitiba não buscando apoio do PFL. Sua posição foi muito questionada, porém foi eleito e permaneceu por dois mandatos e meio a frente da prefeitura. Em 2010 foi eleito governador do Paraná e colocou o Taniguichi como secretário estadual do planejamento. Ducci na vice assumiu a prefeitura.
As eleições de 2012 estão se aproximando e o mesmo grupo que entrou em 1988 busca permanecer na prefeitura de Curitiba. Porém o índice de rejeição de Ducci é muito alta, mesmo algumas pesquisas apontando que está na frente.
Aos longos destes anos corrupção foi o que não faltou, Lerner e Taniguchi foram acusados por improbidade administrativa, mas ambos não estão atrás das grandes pelo poder que tem e pelo crime ter prescrevido. Richa também não possui a ficha muito limpa, pois em 2008 esteve envolvido com a compra de votos e caixa 2, além das licitações irregulares em Curitiba.
Neste ano a era  Lerner que durou 24 anos, pode estar chegando ao fim em Curitiba. Por enquanto permanece uma incognita quem disputará o segundo turno com Ratinho Jr (PSC) se será Ducci ou Gustavo Fruet (PDT).

No meio da parede tinha um quadro

Por Ana Evelyn de Almeida

 

No meio da parede tinha um quadro
tinha um quadro do John Lennon
tinha um quadro
no meio da parede tinha um quadro do Charles Chaplin.

 Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio da parede

tinha um quadro do John Lennon
tinha um quadro
no meio da parede tinha um quadro do Charles Chaplin.
 
Honras ao grande Carlos Drummond de Andrade.

Repertório: do dicionário Título de certas coleções ou Conjunto de conhecimentos.

Cada um tem o seu, ainda bem, depende da vida que cada um leva e o que leva dessa vida, ou seja, sua bagagem, que para alguns pode ser bobagem, mas como eu disse: ainda bem que cada um tem o seu.

 O meu repertório começou muito cedo, tinha aproximadamente cinco anos, são memórias bem antigas estas, e na parede da casa em que eu morava tinham alguns quadros, que jamais esqueço: John Lennon e Charles Chaplin. Eram de meu pai. Daí o gosto por música boa e paixão pelo cinema. De minha mãe herdei o gosto pela leitura, e mais tarde escrita, graças aos gibis da Turma da Mônica que ela sempre me incentivava a ler. Já a fotografia é um misto de curiosidade e apego aos momentos, coleção de álbuns antigos de família e aqueles pequenos chaveiros com imagens dentro, mágicos e intrigantes. E assim comecei juntar minha bagagem, mas como ainda estou caminhando, vou juntando muita coisa por onde passo, e sobre estas coisas escrevo aqui.

 

Legislação especifica critérios para implantação de cemitérios

por Jhonny Castro 

O hábito de sepultar os corpos humanos remonta da Idade da Pedra, há mais de cem mil anos. Entretanto, o agrupamento dessas sepulturas em um ambiente específico é bem mais recente, tendo surgido apenas na Era Cristã. Na Idade Média era comum enterrar os mortos dentro das igrejas ou em suas imediações. A palavra cemitério tem origem no grego ‘koumeterion’ que significa ‘dormitório’; e ‘cadáver’ vem do latim e significa ‘carne dada aos vermes’, e representa o destino desses corpos mortos. 

Depois de morto, o cadáver inicia o processo de decomposição, que é a destruição de sua matéria. Um dos produtos da decomposição é uma substância viscosa acinzentada conhecida como necrochorume, composto de sais minerais, água e substâncias degradáveis, e que na qual também podem estar presentes agentes patogênicos como vírus e bactérias. 

Essa substância pode vazar, e se não for gerida com cuidado, pode atingir e contaminar águas superficiais, como nascentes, lençóis freáticos e até mesmo o solo e o ar. Por essa razão, os cemitérios atualmente são considerados áreas de impacto ambiental e têm regras rígidas de implantação, nem sempre seguidas à risca. 

Essas regras são determinadas pela resolução n° 335/2003 do CONAMA, Conselho Nacional de Meio Ambiente. Todo cemitério precisa, por exemplo, de licença ambiental pra funcionar. Os cemitérios que já existiam tiveram, na época, 180 dias para se adequar às novas regras, mas muitos não o fizeram até hoje. 

É o caso dos Cemitérios Parque Horto da Saudade e municipal Central, de Tubarão, Santa Catarina, que recentemente teve sua gestão municipal acionada pelo Ministério Público devido ao não cumprimento da resolução. Em 2010, um compromisso havia sido firmado entre o Judiciário e a Prefeitura de Tubarão, no entanto o acordo continuou sem resultado, o que fez com que a ação fosse ajuizada em março de 2012. 


Impacto Ambiental 
Construção de gavetas para sepultamento.

Há registros de epidemias de febre tifóide acontecidas nos anos 1970 em Berlim e em Paris, que teriam sido ocasionadas pela proximidade de cemitérios em relação a fontes de água, como nascentes e lençóis freáticos. No entanto, no Brasil nunca foi registrado nenhum caso de impacto ambiental mais agressivo causado pela implantação de um cemitério. 

Muitos cemitérios são antigos, e foram implantados em áreas afastadas da cidade, mas que hoje em dia já foram atingidas pelo avanço imobiliário. Se na época não houve o devido cuidado ambiental na implantação, a resolução n° 335/2003 do CONAMA fez com que alguns casos fossem regularizados. 

O técnico em meio ambiente Maurício Freitas, que é encarregado do Cemitério Jardim Independência, em Araucária, afirma que hoje em dia é muito difícil haver algum impacto ambiental agressivo em se tratando de cemitérios. “Considerando as disposições do CONAMA, e desde que sejam cumpridos os procedimentos e empreendimentos, não há risco de impacto ambiental”, destaca Maurício. 

Apesar de todos os critérios adotados, a fiscalização referente ao assunto ainda é escassa. Os órgãos responsáveis pelo licenciamento ambiental na implantação dos cemitérios são de administração municipal, que devem seguir a legislação nacional; e a fiscalização fica a cargo geralmente dos órgãos estaduais. Estudos acerca da contaminação ambiental também são recentes, no Brasil desde a década de 1980, o hidrogeólogo Alberto Pacheco, da Universidade de São Paulo, realiza estudos em cemitérios da capital paulista.

Grandes festivais de música invadem o Brasil

Por Ana Evelyn de Almeida
Nos últimos anos festivais de grande importância nacional e também no exterior tem desembarcado nas terras tupiniquins, principalmente na região Sudeste do país. A economia brasileira aquecida, a crise na Europa e uma juventude nacional com sede de novas experiências, são alguns dos fatores que criam o cenário perfeito para a história, como um grande divisor das águas na questão de entretenimento musical.

Para o estudante de Ciências Econômicas da UFPR, Luan Gomes Brasil, está nova fase se deve a visibilidade que o Brasil está conquistando lá fora, de destino de turismo até a competência técnica para a realização de grandes eventos, mas principalmente pela situação econômica emergente atual. “O aumento do número de shows indica uma maior disponibilidade de público (crescimento da classe média) disposto a pagar pequenas fortunas pelos ingressos, se comparado com os países de origem, onde o preço não é tão alto.”, analisa Luan.

Se assistir a um show de uma grande banda ao vivo é bom, ter a oportunidade de acompanhar várias delas em um mesmo espaço é ainda melhor. E a 6ª edição do Planeta Terra Festival tem um line-up para fã de rock nenhum botar defeito: Kings of Leon, Garbage, Azealia Banks, Maccabbees, Kasabian e Madrid estão entre as principais atrações do evento, que levará, no dia 20 de outubro, cerca de 30 mil pessoas ao Jockey Club de São Paulo, local que sedia pela primeira vez o festival - antes organizado no finado Playcenter.

Na edição mais recente do Rock in Rio, dez anos depois da terceira edição, o festival teve um novo encontro com a Cidade do Rock. Com mais de 160 atrações musicais e 700 mil pessoas em 7 dias. Inicialmente eram 6 dias de shows, mas os ingressos se esgotaram tão rápido que uma nova data foi aberta e o público pode escolher entre quatro palcos: Palco Mundo, Palco Sunset, Eletrônicoe Rockstreet. No Sunset a ideia era reunir artistas para uma jam session de diferentes estilos. Já o Palco Mundo recebeu uma programação eclética, indo de Katy Perry e Ke$ha a System of a Down e Metallica. Por lá também passaram Stevie Wonder, Skakira, Slipknot, Joss Stones, Pitty, Capital Inicial, entre muitas outras atrações. O Rock in Rio 2011 deixou saudade mas muita coisa boa vem por aí. A edição de 2013 já tem data marcada e os preparativos estão a todo vapor!
O vocalista da banda Riot Solution, Rafael Durante, conta que aprova toda a estrutura, aparelhagem e principalmente a qualidade musical destes festivais. Além de ver a s bandas internacionais podemos ver as bandas alternativas do próprio país. Porém a questão cultural é mais séria, analisa Rafael: “As pessoas que podem pagar pra ir á esses eventos, geralmente são as pessoas que já tem acesso á cultura, e maior poder econômico, mas quem não pode tem que assistir um dvd pirata em casa ou baixar da internet o show das bandas.”, enfatiza ele.

O SWU Music & Arts Festival (acrônimo de Starts With You) é um festival de música e Sustentabilidade realizado anualmente no interior de São Paulo. O evento reúne artistas de diversos gêneros e estilos em 3 dias de muita música e consciência.
Em 2010 ocorreu a primeira edição do festival, com mais de 70 atrações passaram pelos 2 palcos principais, Água/Ar e palco OI Novo Som, que contou com bandas do cenário independente e nomes da musica brasileira e internacional. Além dos astros da música eletrônica que se apresentaram no Heineken Greenspace. Estima-se que o público superou a marca de 150 mil pessoas. Já em 2011 o festival aconteceu nos dias 12, 13 e 14 de novembro em Paulínia, no "Distrito de Sustentabilidade", São Paulo. E contará, ainda, com mais de 70 atrações de diversos gêneros do Rock, Pop, Hip Hop e muito mais, numa área de 1.700.000 metros quadrados; numa versão atualizada do Woodstock 1969 (em Nova York). Segundo a organização do evento, cerca de 180 mil pessoas passaram pelo festival.

A terceira edição do SWU pode ter sido adiada para maio de 2013. Depois da informação sobre o cancelamento da edição 2012 do festival ter sido divulgada pelo jornal Destak, o jornal O Globo apontou a hipótese do adiamento do evento.
Segundo a publicação, “uma fonte ligada à produção do evento contou que o grupo responsável pela realização do SWU estuda o adiamento da terceira edição do festival para maio de 2013″. O motivo seria a perda dos dois headliners que deveriam se apresentar este ano no SWU, dentre eles o Pearl Jam, que teria sido escalado para o Lollapalooza Brasil 2013.

Nomes como SlayerMarilyn Manson,Soundgarden e Korn chegaram a ser cogitados para se apresentar no evento e muito se especulou sobre a data e possíveis locais para o SWU. Rumores apontam que o festival, que já aconteceu nas cidades de Itú e Paulínia no interior do estado de São Paulo, seria transferido para a capital paulista. Nenhuma informação foi confirmada oficialmente.

É difícil de acreditar que já se passaram vinte anos desde que as primeiras atrações do Festival Lollapalooza subiram ao palco com seus amplificadores no volume máximo. Desde o início dos anos 90, quando uma geração inteira, influenciada pelo grunge, embarcava em um frenético mosh pit ao som de bandas como Soundgarden e Pearl Jam, até os dias de hoje quando bandas e artistas como Arcade Fire e Kanye West atraem enormes multidões de diferentes gerações, o festival criou vida própria, inspirado pela energia dos fãs e dos artistas de cada edição.
Claro, muita coisa mudou: o gosto musical dos fãs, as atuais revelações da música, a evolução dos gêneros, estilos de vestuário e o lance com essa tal de “internet”. Mas duas décadas no topo dos melhores e maiores festivais do mundo também significam muita história para contar.
O Lollapalooza ainda era um embrião quando o chamado rock alternativo nasceu, trazendo o hip-hop para a cena de festivais, levantando a bandeira fluorescente da cena eletrônica, quando ainda se encontrava confinada em pequenos clubes e, claro, alçando o indie-rock para os palcos principais.


Entre altos, baixos, e muitas vezes de cabeça para baixo, muito da história da música foi escrito e reescrito durante cada edição do festival. Por isso tudo, mesmo que você só tenha ouvido falar da experiência Lollapalooza só agora, ou mesmo seja um fã de carteirinha do festival, aqui vai uma pequena aula de Rock and Roll que mostra o patamar do Lollapalooza no cenário musical atual.
Tudo começou em 1991 quando Perry Farrell, vocalista e fundador da banda de rock alternativo Jane’s Addiction iniciou os planos para a despedida dos palcos de sua banda.

A ideia logo se transformou em um imenso roadshow que levaria música, cultura e arte para os fãs por todo o continente norte-americano.  Antes da internet, não era lá muito fácil levar o som de bandas novas e desconhecidas até os fãs.
O festival de Farrell foi um sucesso, unindo artistas como Nine Inch Nails e Ice-T em uma celebração nunca antes vista no mundo inteiro.

O Lollapalooza percorreu um longo caminho, mas tem algo que sempre permanece: o festival é feito para os fãs. Com isso em mente, o Lolla já tem seu lugar fixo nos exuberantes gramados do Grant Park, em Chicago, EUA, desde 2005.
E com tanto crescimento o festival teve de se adaptar também em seus espaços, ocupando, só aqui no Brasil, 120 mil m² (o equivalente a mais de 22 campos de futebol), com vários palcos e uma diversidade de artistas de gêneros como hip-hop, eletrônica, reggae, indie, rock, modern roots, e muito mais.
O estrondoso sucesso da primeira edição do Lollapalooza Brasil, que reuniu 135 mil pessoas no Jockey Club de São Paulo entre os dias 7 e 8 de abril de 2012, promete se repetir em 2013, desta vez em três dias de rock: 29, 30 e 31 de março, feriado de Páscoa.

O freqüentador assíduo de vários destes festivais, Victor Ravaglio da Veiga, acredita que este mercado atual de shows é uma oportunidade para muita gente ver várias bandas que gosta. Mas também pensa na questão lucrativa dos eventos: “Se vermos bem, esses festivais sempre acontecem quando o hemisfério norte esta no inverno, então é uma janela para tocarem aqui, sem levar em conta que na Europa e nos EUA economia esta em baixa, então é uma oportunidade para as bandas ganharem dinheiro também.”, conta Veiga.
O último festival a ser confirmado no Brasil foi sendo descoberto aos poucos. Começou com um burburinho de que Planet Hemp ia passar por Curitiba, depois foi a vez de saber que o Korn e o Jamiroquai também iam desembarcar na capital. Agora está todo mundo sabendo que se trata do GreenFest, que acontece de 09 a 11 de novembro no BioParque e já está com os ingressos à venda para meia-entrada.

O ingresso mais barato custa R$ 120 a meia-entrada para um dia na pista. Também é possível pagar R$ 350 o meio-ingresso para o passaporte de dois dias no camarote. O evento ainda não divulgou os valores para quem não paga meia-entrada, mas anunciou que haverá pacotes promocionais para a entrada inteira a partir das próximas semanas.
O festival reunirá eventos ligados a música, consciência sustentável, moda e outros atrativos. O line-up ainda não está fechado, mas o Run DMC e Chingy também foram confirmados como atrações do evento.

Além das atrações musicais, estão previstas outras atividades como manobras radicais de BOb Bumquist, Jake Brown, Danny Way e outros destaques do skate, que vão se apresentar para a plateia do GreenFest no primeiro dia do evento.

Agora é esperar para ver e torcer para que as bandas dos nossos corações venham logo!



terça-feira, 25 de setembro de 2012

Dilma critica os EUA e nega protecionismo brasileiro


A presidente Dilma Rousseff reagiu nesta terça-feira (25), em Nova York, na abertura da 67ª Assembleia Geral das Nações Unidas, no seu discurso, a acusação do governo dos Estados Unidos que o Brasil adotou medidas protecionistas para garantir mercado aos seus produtos. Dilma ressaltou que todas as decisões, adotadas no Brasil, são respaldadas pela Organização Mundial do Comércio (OMC). Ela negou irregularidades ou desvios de conduta.
Assim como na carta enviada semana passada ao representante do Comércio Internacional dos Estados Unidos, Ron Kirk, pelo ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, Dilma condenou a valorização artificial da moeda norte-americana, que afeta os países em desenvolvimento, principalmente o Brasil.
“O protecionismo deve ser combatido, pois confere maior competitividade de maneira espúria”, disse a presidenta, que abriu a Assembleia Geral das Nações Unidas. “[Nossas medidas foram] injustamente classificadas como protecionismo.”
Para a presidenta, é fundamental que os órgãos internacionais, como o G20 (países mais desenvolvidos do mundo), o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI), passem a atuar no controle da guerra cambial e do estímulo do crescimento econômico. Dilma chamou esses órgãos de “mecanismos multilaterais” e alertou sobre as ameaças ao mundo atual.
“A recessão só agudiza os acontecimentos. [É necessário] um amplo pacto contra a desesperança que provoca o desemprego e a falta de oportunidades”, disse a presidenta em referência às medidas de contenção adotadas por alguns países em busca de soluções para impedir o agravamento causado pela crise econômica internacional.
Dilma reiterou que as dificuldades, que citou há um ano, quando abriu a 66ª Assembleia Geral das Nações Unidas, ainda permanecem apenas com alguns “novos contornos”. “Constato a permanência de muitos problemas que nos afligia cuja solução é cada vez mais urgente”, advertiu ela. “A crise econômica ganhou novos retornos, a opção por políticas ortodoxas agrava gerando reflexos em países emergentes.”
Em uma crítica aos líderes políticos dos países europeus e dos Estados Unidos, a presidenta disse que “as principais lideranças ainda não encontraram o caminho” para articular alternativas para a economia associadas à inclusão social. Segundo ela, essa ausência de alternativas “afeta as camadas mais vulneráveis da população” causando a fome, o desemprego e a desilusão.
“A história revela que a austeridade quando exagerada e isolada do crescimento derrota a si mesma. [No Brasil nós] aumentamos nossos investimentos em infraestrutura e combate à inflação, de inclusão social e combate à pobreza. Reduzimos a carga tributária e o custo da energia”, disse Dilma, informando que mais de 40 milhões de brasileiros foram retirados da pobreza nos últimos anos.

Tirar o máximo do mínimo


Em um ensaio intitulado A defesa da palavra, redigido em meados da década de 1970, o escritor Eduardo Galeano alertava que a ordem social vigente perverte e aniquila a capacidade da imensa maioria dos homens e reduz a possibilidade de criação ao exercício profissional de um punhado de especialistas. Muitas vezes, por mais revolucionários que digam ser, os escritores ao invés de desafiar o bloqueio que o sistema impõe à mensagem dissidente, se dirigem a um público reduzido ou desenvolvem as fórmulas mais banais de esterilização das consciências. Assim, Galeano assevera: “Desconfiemos dos aplausos. Às vezes nos felicitam os que nos consideram inócuos”.           
Tal modo de pensar pode ser aplicado,mutatis mutandis, à arte cinematográfica. A reprodução técnica da arte cinematográfica aliada à sociedade do espetáculo na (pós-)modernidade capitalista reproduz não somente os aplausos dos vencedores, mas também o seu financiamento. Eles não aplaudem a arte. Aplaudem sua mercadoria.    
Na contramão dessa tendência, parte significativa do cinema contemporâneo argentino tem dado provas da possibilidade de criar um cinema livre e crítico que, sob uma sociedade presa, somente pode ser aquele que irradia esperança e denúncia.            
Bem entendido, Las Acacias, do estreante diretor Pablo Giorgelli, é fruto daquilo que se pode dizer genericamente (mas com o risco de simplificações) de consciência crítica cinematográfica que o país de Julio Cortázar vivencia. Surpreendentemente o filme ora citado não propõe divagar sobre a História (com maiúscula) social e política da Argentina. Ao menos, diretamente. Na verdade, a última coisa que almeja a obra de Giorgelli é tornar-se um “grande filme”, mas talvez exatamente por isso seja um.   
Vencedor do prêmio Camera d’Or do Festival de Cannes em 2011, o filme narra a viagem de três personagens (na realidade, são dois, Rubem e Jacinta, sendo que a terceira, Anahi, é uma bebê de cinco meses) que percorrem a estrada de Assunção com destino à Buenos Aires dentro de um caminhão. Trata-se, portanto, de um road-movie. Contudo, nessa estrada, não teremos acontecimentos e aventuras mirabolantes como Thelma & Louise (1991) e outros tantos filmes que seguem o mesmo estilo. Ele tende a inclinar-se mais, embora com outras questões e estilos distintos, à atmosfera da – boa – companhia de Johann e Ranulpho deCinema, Aspirinas e Urubus (2005).     
São personagens silenciosos e solitários e, por isso, cada palavra enunciada, cada expressão facial, cada gesto, assume total relevância. Frases são dificilmente enunciadas. Como se o passado de cada um tivesse um peso tão doloroso que tivessem desistido da prosa fluída. Aos poucos, desconforto, rispidez, frieza, desinteresse, impaciência cedem para o esboço do sorriso, da gentileza de abrir a porta, da educação de oferecer um cigarro ou chimarrão, da alegria em falar a língua guarani, da solidariedade em fazer o bebe parar de chorar.   
Isso impele o telespectador a religar coração e razão e a fazer suposições o tempo todo. A construção desse processo que vai da atitude áspera à delicadeza de ambos os personagens desperta um momento de reencantamento e esperança pela vida. Faz saltar a vida para fora dos trilhos. A estrada transforma-se no passado que possibilita a redenção de cada um.             
Saberemos pouco da história desses valentes personagens até o desfecho do filme. Jacinta tem uma filha que não tem pai. Rubem tem um filho que não visita há anos, mas recorda pormenores do único encontro que teve. Jacinta vai à procura de emprego em Buenos Aires. Rubem é motorista há trinta anos. Não estão na estrada aleatoriamente. A viagem é uma necessidade objetiva, de sobrevivência.                
O filme tem plena consciência sobre qual é o segredo do fracasso e, por isso, não o segue: agradar a todos. Ele não almeja aplausos. E sim interlocutores. Não espera impressionar, mas instigar. Enquanto muitos filmes não conseguem tirar o mínimo do máximo, Las Acacias tira o máximo do mínimo.    

Deni Ireneu Alfaro Rubbo é cientista social

Serviço
Filme: Las Acacias
Ano: 2010
Direção: Pablo Giorgelli
Produção: Argentina/Espanha

Fonte: Brasil de Fato

terça-feira, 18 de setembro de 2012

A ilha

Assistam este curta: http://www.youtube.com/watch?v=oQjX19ZPbDY