Por Ana Evelyn de Almeida
Nos últimos anos
festivais de grande importância nacional e também no exterior tem desembarcado
nas terras tupiniquins, principalmente na região Sudeste do país. A economia
brasileira aquecida, a crise na Europa e uma juventude nacional com sede de
novas experiências, são alguns dos fatores que criam o cenário perfeito para a
história, como um grande divisor das águas na questão de entretenimento
musical.
Para o estudante de
Ciências Econômicas da UFPR, Luan Gomes Brasil, está nova fase se deve a
visibilidade que o Brasil está conquistando lá fora, de destino de turismo até
a competência técnica para a realização de grandes eventos, mas principalmente
pela situação econômica emergente atual. “O aumento do número de shows indica
uma maior disponibilidade de público (crescimento da classe média) disposto a
pagar pequenas fortunas pelos ingressos, se comparado com os países de origem,
onde o preço não é tão alto.”, analisa Luan.
Se assistir a um show de uma grande banda ao vivo é bom, ter a oportunidade de acompanhar várias delas em um mesmo espaço é ainda melhor. E a 6ª edição do Planeta Terra Festival tem um line-up para fã de rock nenhum botar defeito: Kings of Leon, Garbage, Azealia Banks, Maccabbees, Kasabian e Madrid estão entre as principais atrações do evento, que levará, no dia 20 de outubro, cerca de 30 mil pessoas ao Jockey Club de São Paulo, local que sedia pela primeira vez o festival - antes organizado no finado Playcenter.
Na edição mais
recente do Rock in Rio, dez anos depois da terceira edição, o festival
teve um novo encontro com a Cidade do Rock. Com mais de 160 atrações
musicais e 700 mil pessoas em 7 dias. Inicialmente eram 6 dias de shows, mas os
ingressos se esgotaram tão rápido que uma nova data foi aberta e o público pode
escolher entre quatro palcos: Palco Mundo, Palco
Sunset, Eletrônicoe Rockstreet. No Sunset a ideia era reunir artistas
para uma jam session de diferentes estilos. Já o Palco Mundo recebeu uma
programação eclética, indo de Katy
Perry e Ke$ha a System of a Down e Metallica. Por
lá também passaram Stevie Wonder, Skakira, Slipknot, Joss Stones, Pitty,
Capital Inicial, entre muitas outras atrações. O Rock in Rio 2011 deixou
saudade mas muita coisa boa vem por aí. A edição de 2013 já tem data marcada e
os preparativos estão a todo vapor!
O vocalista da
banda Riot Solution, Rafael Durante, conta que aprova toda a estrutura,
aparelhagem e principalmente a qualidade musical destes festivais. Além de ver
a s bandas internacionais podemos ver as bandas alternativas do próprio país.
Porém a questão cultural é mais séria, analisa Rafael: “As pessoas que podem
pagar pra ir á esses eventos, geralmente são as pessoas que já tem acesso á
cultura, e maior poder econômico, mas quem não pode tem que assistir um dvd
pirata em casa ou baixar da internet o show das bandas.”, enfatiza ele.
O SWU Music
& Arts Festival (acrônimo de Starts With You) é um festival de música e Sustentabilidade realizado anualmente no interior de São Paulo. O evento reúne artistas de diversos gêneros e estilos em 3 dias de muita
música e consciência.
Em 2010 ocorreu a
primeira edição do festival, com mais de 70 atrações passaram pelos 2 palcos
principais, Água/Ar e palco OI Novo Som, que contou com bandas do cenário
independente e nomes da musica brasileira e internacional. Além dos astros
da música eletrônica que se apresentaram no
Heineken Greenspace. Estima-se que o público superou a marca de 150 mil
pessoas. Já em 2011 o festival aconteceu nos dias 12, 13 e 14 de novembro em Paulínia, no
"Distrito de Sustentabilidade", São Paulo. E
contará, ainda, com mais de 70 atrações de diversos gêneros do Rock, Pop, Hip
Hop e muito mais, numa área de 1.700.000 metros quadrados; numa versão
atualizada do Woodstock 1969 (em Nova
York). Segundo a organização do evento, cerca de 180 mil pessoas
passaram pelo festival.
A terceira edição
do SWU pode ter sido adiada para maio de 2013. Depois da informação sobre o cancelamento da edição
2012 do festival ter sido divulgada pelo jornal Destak, o
jornal O Globo apontou a hipótese do adiamento do evento.
Segundo a
publicação, “uma fonte ligada à produção do evento contou que o grupo
responsável pela realização do SWU estuda o adiamento da terceira edição do
festival para maio de 2013″. O motivo seria a perda dos dois headliners que
deveriam se apresentar este ano no SWU, dentre eles o Pearl Jam, que teria sido escalado para o Lollapalooza Brasil 2013.
Nomes como Slayer, Marilyn
Manson,Soundgarden e Korn chegaram
a ser cogitados para se apresentar no evento e muito se especulou sobre a data
e possíveis locais para o SWU. Rumores apontam que o festival, que já aconteceu
nas cidades de Itú e Paulínia no interior do estado de São Paulo, seria
transferido para a capital paulista. Nenhuma informação foi confirmada
oficialmente.
É difícil de acreditar
que já se passaram vinte anos desde que as primeiras atrações do Festival
Lollapalooza subiram ao palco com seus amplificadores no volume máximo. Desde o
início dos anos 90, quando uma geração inteira, influenciada pelo grunge,
embarcava em um frenético mosh pit ao som de bandas como Soundgarden e Pearl
Jam, até os dias de hoje quando bandas e artistas como Arcade
Fire e Kanye West atraem enormes multidões de diferentes
gerações, o festival criou vida própria, inspirado pela energia dos fãs e dos
artistas de cada edição.
Claro, muita coisa mudou: o gosto musical dos fãs, as atuais revelações
da música, a evolução dos gêneros, estilos de vestuário e o lance com essa tal
de “internet”. Mas duas décadas no topo dos melhores e maiores festivais do
mundo também significam muita história para contar.O Lollapalooza ainda era um embrião quando o chamado rock alternativo nasceu, trazendo o hip-hop para a cena de festivais, levantando a bandeira fluorescente da cena eletrônica, quando ainda se encontrava confinada em pequenos clubes e, claro, alçando o indie-rock para os palcos principais.
Entre altos, baixos, e muitas vezes de cabeça para baixo, muito da
história da música foi escrito e reescrito durante cada edição do festival. Por
isso tudo, mesmo que você só tenha ouvido falar da experiência Lollapalooza só
agora, ou mesmo seja um fã de carteirinha do festival, aqui vai uma
pequena aula de Rock and Roll que mostra o patamar do Lollapalooza no
cenário musical atual.
Tudo começou em 1991 quando Perry Farrell, vocalista e fundador da
banda de rock alternativo Jane’s Addiction iniciou os planos para a
despedida dos palcos de sua banda.
A ideia logo se transformou em um imenso roadshow que levaria música,
cultura e arte para os fãs por todo o continente norte-americano. Antes
da internet, não era lá muito fácil levar o som de bandas novas e desconhecidas
até os fãs.
O festival de Farrell foi um sucesso, unindo artistas como Nine
Inch Nails e Ice-T em uma celebração nunca antes vista no mundo
inteiro.
O Lollapalooza percorreu um longo caminho, mas tem algo que sempre
permanece: o festival é feito para os fãs. Com isso em mente, o Lolla já
tem seu lugar fixo nos exuberantes gramados do Grant Park, em Chicago,
EUA, desde 2005.
E com tanto crescimento o festival teve de se adaptar também em seus espaços, ocupando, só aqui no Brasil, 120 mil m² (o equivalente a mais de 22 campos de futebol), com vários palcos e uma diversidade de artistas de gêneros como hip-hop, eletrônica, reggae, indie, rock, modern roots, e muito mais.
O estrondoso sucesso da primeira edição do Lollapalooza Brasil, que
reuniu 135 mil pessoas no Jockey Club de São Paulo entre os dias 7 e 8 de abril
de 2012, promete se repetir em 2013, desta vez em três dias de rock: 29, 30 e
31 de março, feriado de Páscoa.E com tanto crescimento o festival teve de se adaptar também em seus espaços, ocupando, só aqui no Brasil, 120 mil m² (o equivalente a mais de 22 campos de futebol), com vários palcos e uma diversidade de artistas de gêneros como hip-hop, eletrônica, reggae, indie, rock, modern roots, e muito mais.
O freqüentador assíduo de vários destes
festivais, Victor
Ravaglio da Veiga, acredita
que este mercado atual de shows é uma oportunidade para muita gente ver várias
bandas que gosta. Mas também pensa na questão lucrativa dos eventos: “Se vermos
bem, esses festivais sempre acontecem quando o hemisfério norte esta no inverno,
então é uma janela para tocarem aqui, sem levar em conta que na Europa e nos EUA
economia esta em baixa, então é uma oportunidade para as bandas ganharem dinheiro
também.”, conta Veiga.
O ingresso mais barato custa R$ 120 a meia-entrada para um dia
na pista. Também é possível pagar R$
350 o meio-ingresso para o passaporte de dois dias no camarote. O
evento ainda não divulgou os valores para quem não paga meia-entrada, mas
anunciou que haverá pacotes promocionais para a entrada inteira a partir das
próximas semanas.
O festival reunirá eventos ligados a música,
consciência sustentável, moda e outros atrativos. O line-up ainda não está
fechado, mas o Run DMC e
Chingy também foram confirmados como atrações do evento.
Além das atrações musicais, estão previstas
outras atividades como manobras radicais de BOb Bumquist, Jake Brown, Danny Way
e outros destaques do skate,
que vão se apresentar para a plateia do GreenFest no primeiro dia do evento.
Agora é esperar para ver e torcer para que as
bandas dos nossos corações venham logo!










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